MoMA
Hoje, ao navegar pelas minhas minhas fotografias de Nova Iorque e pelo meio de outras igualmente intessantes e bonitas, encontrei estas:

São fotografias do interior e do jardim das esculturas (esta é de Picasso) do Museu de Arte moderna de Nova Iorque (MoMA). Foi o museu que mais gostei de visitar na cidade, quer pela sua arquitectura original, quer pela própria colecção, com obras de autores tão conhecidos como o próprio Picasso, Miró ou Dali...
Aconselho uma visita virtual a este museu. Em www.moma.org podem consultar-se os calendários de actividades e exposições do Museu, mas também visitar a colecção permanente e exposições temporárias. Com cada pintura, escultura, desenho ou objecto vem também o texto que o acompanha e também informação sobre os autores. Também é possível obter versões para imprimir de cada uma das imagens.
Para além de tudo isto, há também um link para a MoMAStore, onde se podem ver (e comprar) os fantásticos objectos de design que há para venda na loja do Museu. Posso dizer-vos que a única coisa que me impediu de trazer presentes para toda a gente daquela loja foi o preço dos objectos, como esta carteira em "camadas".
Muitos objectos são coisas que estamos habituados a ver todos os dias, mas com um design que traz consigo um sentido prático ao qual estamos pouco habituados:
Se não puderem vê-lo ao vivo, façam a visita virtual. Vale a pena!
The Music Genome Project
Não resisti a experimentar a sugestão do
Nuno Markl no "Super Pop" de hoje. E tenho que deixar aqui o texto dele, porque não consigo descrever melhor:

Hoje tenho para vos mostrar no SUPER-POP uma daquelas ideias revolucionárias e com futuro que se encontram na Internet. A Internet está cheia de ideias revolucionárias que ficam pelo caminho, mas o site PANDORA – que fica em http://www.pandora.com/ é daquelas coisas que promete crescer ao ponto de já ninguém passar sem ele – sobretudo as pessoas que gostam muito de música.
PANDORA é o resultado de um projecto que arrancou em 2000. Um grupo de fãs de música e tecnologia decidiu dissecar a música pop ao seu nível mais elementar – como se cada canção fosse uma complexa estrutura genética. É por isso que o projecto que eles iniciaram no dia 6 de Janeiro do ano 2000 tinha como nome PROJECTO DO GENOMA MUSICAL. Perguntam vocês – em termos práticos, qual é a utilidade disto?
É lindo, garanto-vos.
Entrando no site, surge de imediato um interface que nos pede que digamos uma música que nós adoramos. Nós escrevemos o nome da música. A partir do título de canção que vocês lá puserem, o sistema do genoma musical vai criar uma estação de rádio só para vocês, composta por uma selecção de canções cuja “estrutura genética”, digamos assim, tem a ver com a da canção que vocês escolheram. Ou seja, o sistema Pandora analisa os nossos gostos não pelo artista, pelo género musical ou pelo tema – vai às profundezas da canção escolhida por nós, analisa o tipo de ritmo, o tipo de vocalista, a percentagem de instrumentos acústicos e de instrumentos electrónicos e serve outra e outra e outra canção.
Isto é óptimo quando estamos a trabalhar no computador e a navegar na net e queremos um acompanhamento musical específico. Vamos supor que nos apetece ouvir música ao estilo do “Karma Police” dos Radiohead. Escrevemos “Karma Police” na caixinha que aparece no princípio. Foi o que eu fiz ainda há pouco. Ponho “Karma Police”…
O sistema oferece-me logo a seguir “Keep What You Got”, de Ian Brown, seguido de “My Head is the Sun”, dos The Rentals, “Heavy Metal Drummer”, dos Wilco e a coisa vai por aí fora. É claro que podemos sempre aperfeiçoar o talento da máquina para interpretar os nossos gostos. Por cada canção que o Pandora nos oferece, há a possibilidade de dizer se gostamos dela ou não – e assim, o sistema vai aprendendo aquilo que a gente quer ouvir e para a próxima já não comete uma argolada.
Cada nova canção que o sistema nos toca, esperando satisfazer o nosso gosto, vem completa com um link para as lojas Amazon e iTunes, de modo a que o utilizador, se gostar dela, a possa comprar imediatamente – ou em disco, ou em download.
Digo-vos que isto parece uma coisa fria e robótica, mas na verdade é das coisas mais viciantes que surgiu na Internet. E graças ao Pandora damos por nós a descobrir incríveis canções e artistas que não sabíamos que existiam, acabando por funcionar esta coisa fria e robótica como um caloroso sistema de divulgação de música ao nosso gosto. Ainda por cima, a quantidade de canções armazenada no sistema Pandora é brutal – há lá música de mais de 10 mil artistas, desde as coisas mais óbvias, até às coisas mais obscuras. No entanto, não adianta procurarem lá por Marante. Não está.
Perguntam vocês – então mas isto é grátis ou paga-se? Pode ser das duas maneiras. A vantagem de pagar pelo serviço Pandora é que não somos incomodados com publicidade pelo meio da corrente de canções que o sistema nos oferece com base naquela nossa primeira escolha. Mas para quem não quer gastar dinheiro, devo dizer que a publicidade não é muito aborrecida.
Neste momento o interface do Pandora ainda funciona integrado no site – a coisa ainda tem o seu quê de experimental, mas em breve, dizem eles, vai ser possível puxar o programita e tê-lo ali no desktop do nosso computador, a servir-nos música como se não houvesse amanhã.
http://www.pandora.com/ - experimentem isto e não vão querer outra coisa. É o projecto do Genoma Musical.
É claro que o primeiro nome que lá coloquei foi Jamiroquai. Depois acrescentei-lhe Herbie Hancock. E ainda não passei nenhuma música à frente, estou a ouvir música genial! Experimentem!