BragaJazz
É verdade que já começou ontem, mas, para variar, começou com um concerto que realmente me surpreendeu. Anouar Brahem Trio abriu com grande qualidade esta 7ª edição, com músicas muito bonitas e um conjunto de instrumentos pouco vulgar. O músico que dá nome ao trio interpretou o alaúde, acompanhado ao piano e ao acordeão por mais dois músicos igualmente muito bons. Aliás, posso dizer que nunca tinha visto/ouvido tocar acordeão daquela maneira invulgar, produzindo sons tão diferentes uns dos outros que umas vezes faziam lembrar um órgão de tubos, e outras uma harmónica. O trio foi incentivado a voltar ao palco por três vezes.
O evento continua hoje com dois concertos - Pino Minafra Sud Ensemble às 21h30 e Bruce Barth Septet às 23h - e termina amanhã com outros dois - Quinteto de Paulo Gomes/Fátima Serro c/Julian Arguelles às 21h30 e Jamie Baum Septet às 23h.
Não é um festival de Jazz de renome, mas é o que há numa cidade onde os eventos culturais são poucos e pouco promovidos. Muitas vezes acabo por não gostar de alguns concertos aos quais vou assistir, mas gosto muito de outros. E, já que estas iniciativas são tão raras em Braga, acho importante participar quando elas existem. Este ano, e depois do primeiro concerto, recomendo.
"Jazz, antes de qualquer coisa, é um estado de espírito"

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